Poder e Cotidiano em Sergipe
4 de Dezembro 16H:21
SERVIÇO

Rodoviários, trabalhadores do comércio e dos supermercados paralisam amanhã

O motivo é a adesão à Greve Geral e o repúdio das categorias em desfavor da Reforma da Previdência

Os sindicatos dos Comerciários, dos Supermercados e dos rodoviários, juntamente com suas categorias, decidiram em assembleia geral aderir à Greve Geral marcada para amanhã, 5.

Com isso, lojas do Centro Comercial e supermercados deverão fechar as portas, além do transporte coletivo, que não funcionará na Capital e também na Grande Aracaju.

Ronildo Almeida, presidente da União Geral dos Trabalhadores em Sergipe (UGT/SE), disse que os trabalhadores e trabalhadoras definiram pela greve na luta contra a reforma da Previdência, que, junto com as mudanças trabalhistas e a PEC 55, coloca em prática o projeto excludente da equipe econômica do governo de Michel Temer e aliados.

“Não dá para aceitar que o Governo Federal use uma das principais ferramentas de justiça social, que é a Previdência, para tornar a vida do cidadão ainda mais difícil. Com as mudanças propostas, está se negando o direito à aposentadoria a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras”, denuncia Almeida.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara Federal, já anunciou que pautará a votação do projeto ainda este ano. Para ele, com a ajuda do governo, há condições de se conseguir o quórum necessário para a votação.

“Enquanto o governo Temer propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência ignora os R$ 450 bilhões que as grandes empresas devem ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Esses números, levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), não são levados em conta na reforma do governo Michel Temer e seus ricos aliados, os banqueiros e grandes empresários", afirma o sindicalista.

Segundo ele, a realidade posta está clara. "Esse pacote de maldades serve apenas aos políticos sem escrúpulos e empresários aliados do governo Temer, que querem levar dinheiro e defender seus interesses particulares a custa do suor dos trabalhadores”, finaliza Ronildo.

Apesar da deliberação da categoria dos rodoviários em parar o fornecimento do transporte coletivo, o desembargador do Trabalho, Thenisson Santana Dória, determinou a manutenção de 40% de funcionamento do transporte público, sob pena do pagamento de multa no valor de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

*Com informações da CUT e do MPT

Foto: Setransp

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