Poder e Cotidiano em Sergipe
11 de Janeiro 8H:37
PODER | Por Max Augusto e Diego Rios

Os 5 maiores políticos da história de Sergipe

Diversos políticos passaram pela história de Sergipe, deixando as suas contribuições, administrando os problemas e realizando seus projetos políticos e de governo

Como forma de reconhecer e reavivar a memória política do Estado, o Blog do Max elegeu, através de consulta a jornalistas e historiadores, os 5 maiores políticos sergipanos após o período de redemocratização.

Vale ressaltar que os nomes na lista não estão em ordem de importância, mas sim alfabética. São eles: Albano Franco, Antônio Carlos Valadares, Jackson Barreto, João Alves Filho e Marcelo Déda.

"É difícil dizer quem foi mais ou melhor. Todos tiveram seus méritos e importância. João foi governador três vezes e prefeito duas. Albano foi govenador duas vezes, senador duas vezes, deputado federal e estadual, além de presidente da poderosa CNI por 14 anos. Valadares foi o único que percorreu todos os cargos. Jackson só não foi senador, ainda", resumiu bem o jornalista Marcos Cardoso, um dos consultados pelo Blog.

Confira os nomes e suas biografias:

- ALBANO FRANCO

Foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (1971-1977), foi diretor da Confederação Nacional da Indústria (1977-1980) e presidente da referida entidade (1980-1994).

A carreira política teve início com sua eleição em 1966 para deputado estadual pelo ARENA. Vice-presidente da executiva regional (1971-1972) e secretário-geral da legenda (1979), foi eleito primeiro suplente do senador Lourival Batista em 1978 e chegou a exercer o mandato mediante convocação.

Restaurado o pluripartidarismo, ingressou no PDS e foi eleito senador em 1982, sendo reeleito pelo PRN em 1990.

Migrou para o PSDB e foi eleito governador de Sergipe em 1994, derrotando Jackson Barreto no 2º turno e renunciando ao mandato de senador em favor do suplente, José Alves do Nascimento.

Foi reeleito em 1998, derrotando, desta vez, João Alves Filho em 2º turno. Elegeu-se deputado federal em 2006. Em 2010, foi candidato ao Senado pelo PSDB, porém obteve apenas 18,29% dos votos válidos, sendo vencido por Eduardo Amorim (PSC) e Antônio Valadares (PSB).

Envolvido na cena política de Sergipe desde meados da década de 1960 até 2011, Albano é reconhecidamente o sergipano de maior influência no cenário empresarial e político do Brasil, mesmo após seu afastamento da política. Transita pelos bastidores de Brasília como poucos.

 

- Antônio Carlos Valadares

Fez carreira política pela ARENA ao eleger-se prefeito de Simão Dias em 1966 e deputado estadual em 1970 e 1974, presidindo a Assembleia Legislativa no biênio 1977/1979.

Eleito deputado federal em 1978, licenciou-se para ocupar a Secretaria de Educação no governo Augusto Franco e foi eleito vice-governador de Sergipe pelo PDS na chapa de João Alves Filho em 1982.

Filiado ao PFL foi eleito governador de Sergipe em 1986, tornando-se o único governador não pertencente ao PMDB a vencer no pleito daquele ano ao derrotar José Carlos Teixeira.

Em maio de 1988, com autorização da Assembleia Legislativa, decretou intervenção em Aracaju, afastando Jackson Barreto, após denúncias do Tribunal de Contas de Sergipe.

Filiado ao PST e com a extinção deste ao PP foi eleito senador em 1994 e no ano 2000 perdeu a eleição para prefeito de Aracaju para Marcelo Déda, quando já estava no PSB, sendo reeleito senador em 2002 e 2010.

 

- JACKSON BARRETO

Jackson Barreto de Lima é bacharel em Direito e natural de Santa Rosa de Lima. Iniciou atividade política como militante do Partido Comunista Brasileiro, PCB, clandestino à época. Filiado ao extinto MDB desde 1970, foi eleito vereador de Aracaju em 1972 e deputado estadual em 1974.

Quatro anos mais tarde, chegou pela primeira vez à Câmara Federal e, em 1982, conquistou a reeleição. Tornou-se prefeito de Aracaju em 1986 e teve o mandato cassado dois anos depois. Teve suas contas questionadas. Ainda assim, elegeu-se vereador pelo PSB no pleito seguinte.

Em 1992, retornou à prefeitura e migrou para o PDT, legenda pela qual disputou o governo do Estado, sendo derrotado por Albano Franco (PSDB), após ganhar a eleição no primeiro turno. Disputou o Senado em 1998, mas a vaga ficou com Maria do Carmo Alves, do extinto PFL.

Voltou à Câmara Federal em 2002 e foi reeleito em 2006. Já retornando ao PMDB, em 2010, concorreu a vice-governador de Sergipe na chapa vencedora de Marcelo Déda (PT). Com a morte de Déda em 2013, assumiu o comando do executivo estadual até 2014, onde se reelegeu, ainda no primeiro turno.

Realizando um governo que sofre muito desgaste devido ao atraso dos salários dos servidores públicos e aposentados, Jackson toca uma administração em tempos de crise econômica que prejudica fortemente os entes federativos – em especial o pequeno Sergipe, sem a força política e empresarial para viabilizar muitos recursos federais. Seus críticos dizem que ele poderia ser mais arrojado e ousado no governo, principalmente no que diz respeito à gestão pública e economia.

Foi o único da lista que iniciou sua carreira política do zeroconstruída em bases populares e articulação política.

Albano Franco e João Alves, por exemplo, iniciaram a carreira com o apoio do ex-governador Augusto Franco – que além de ter realizado um grande governo, era liderança política e empresarial reconhecida em Sergipe e em todo o Brasil.

 

- JOÃO ALVES FILHO

Iniciou sua carreira pública assumindo a prefeitura de Aracaju (1975-1979), indicado pelo governo militar, durante a gestão de José Rollemberg Leite. Foi eleito governador em 1982 e nomeado Ministro de Estado do Interior pelo Presidente José Sarney em 1987.

Em 1990, foi candidato ao governo de Sergipe e venceu com 364.819 votos. Em 1998, concorreu novamente ao governo de Sergipe, mas ficou em segundo lugar, perdendo para o seu ex-aliado Albano Franco. Disputou o pleito ao governo do estado em 2002 e obteve sucesso, derrotando o então senador José Eduardo Dutra.

Em 2006, João Alves Filho se apresentou como candidato à reeleição numa disputa polarizada com o ex-prefeito Marcelo Déda, candidato pelo PT e foi derrotado por Déda, que o derrotou também em 2010.

Em 2012 lançou sua candidatura para prefeito de Aracaju pelo Democratas e venceu o deputado federal Valadares Filho, encerrando a sua participação na política sergipana. Ficou conhecido como um grande realizador de obras, o governador-engenheiro. Mas encerrou sua carreira com uma administração caótica, que atingiu seu auge em meio à uma crise financeira que atingiu o país.

 

- MARCELO DÉDA

Marcelo Déda Chagas nasceu no município de Simão Dias e em 1982, ainda muito jovem concorreu a deputado estadual, mas não obteve votos suficientes para se eleger.

Conquistou o seu primeiro cargo político em 1986, quando foi eleito deputado estadual com mais de 30 mil votos. Entretanto, não conseguiu se reeleger em 1990 e só retomou à carreira política como deputado federal eleito em 1994.

Reeleito na Câmara Federal em 1998, Déda conquistou um grande espaço devido à uma excelente atuação no Congresso, com posicionamentos firmes e belos discursos, chamando a atenção da mídia nacional. Deixou o mandato parlamentar para concorrer à Prefeitura de Aracaju em 2000. Ganhou a eleição no primeiro turno e, quatro anos depois, foi reeleito para o cargo.

Em 2006, renunciou ao mandato de prefeito para concorrer ao governo do Estado, tendo sido eleito. Em 2010, foi reeleito para o comando de Sergipe em primeiro turno, mas não conseguiu completar seu mandato.

Em 2 de dezembro de 2013, Marcelo Déda faleceu após meses internado para tratar de problemas decorrentes de câncer no pâncreas. Ele lutava contra a doença havia quatro anos. Quem assumiu o comando do estado foi Jackson Barreto, na época, seu vice. 

 

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