Poder e Cotidiano em Sergipe
19 de Junho 19H:48

“Alguns secretários queimam o governo”, afirma Fábio Reis

"Nosso candidato a Governador já está decidido e será Belivaldo Chagas. E um senador será Jackson Barreto, isto já é fato consumado, não se discute mais".



Nesta entrevista concedida ao BLOG DO MAX/JORNAL DA CIDADE, o deputado federal Fábio Reis (PMDB) confirma que recebeu convites de outros partidos, mas não pensa em mudar de sigla.

 

Sobre as cobranças que fez ao governo recentemente, o deputado disse que são naturais de um aliado. “Não posso cobrar isso da oposição, né”?, falou Reis.

 

Ele avaliou ainda que tendo em vista o difícil momento econômico, o governador Jackson Barreto tem feito um bom trabalho – mas reclama: “Em alguns casos existem ‘auxiliares que não se mexem na cadeira e pensam apenas neles mesmos ou na eleição do chefe político deles”.

 

Confira abaixo a entrevista completa, onde o parlamentar ainda opina sobre o momento político nacional.


BLOG DO MAX - O presidente Temer conseguirá chegar ao final do mandato?
Fábio Reis - Nós vimemos em uma democracia. Hoje nós temos um país dividido entre quem não gosta do presidente e quem gosta, entre quem quer ver o circo pegar fogo e quem quer fazer o correto. O órgão político que poderia afastar o presidente seria o Tribunal Superior Eleitoral, que não o afastou por que o país precisa de estabilidade. Então este assunto foi encerrado e o que temos neste momento é que pensar na estabilidade do País. Estados começam a novamente atrasar salários de servidores, o que é preocupante. Temos que ajudar o governo a retomar o crescimento, para a indústria produzir, para o comércio voltar a vender e para que haja a retomada da geração do emprego. Essa deve ser a nossa prioridade. Questões de ordem jurídica devem ser analisadas pelo judiciário e fiscalizadas pelo Ministério Público, de forma independente. Na minha opinião, não cabe ao Congresso analisar questões judicias.


BM - Com o julgamento do TSE o senhor avalia que a pior parte da turbulência política já passou, ou muita coisa está por vir?
FR - Não temos como mensurar. A verdade é que vivemos tempos difíceis, mas cabe a cada um de nós saber que perante a lei ninguém pode ser tratado diferente. Todos somos iguais e temos as mesmas obrigações e deveres. É preciso que o MPF, o judiciário e a Polícia Federal continuem tendo independência, porque ninguém pode estar acima da lei.

 

BM - O atual governo tem sido bom para Sergipe? Tem garantido recursos para o estado?
FR - O governador tem feito das tripas coração para pagar o salário em dia, mandou fazer cortes em custeio, mandou reduzir despesas, criou recentemente um grupo muito bom para captar recursos federais. JB tem feito a parte dele, o problema em alguns casos é o auxiliar que não se mexe na cadeira e pensa apenas nele ou na eleição do chefe político dele. Aí fica complicado.

 

BM - O líder do governo, deputado André Moura, tem sido procurado por gestores e políticos, na busca de verbas para o estado. Ele tem efetivamente conseguido verbas importantes?
FR - André estava no lugar certo e na hora certa. Tem aproveitado a oportunidade e capitalizado politicamente muito bem suas ações.

 

BM- A parceria entre André Moura e Jackson Barreto pode evoluir para a área política? O senhor acha que eles podem estar juntos em 2018?
FR - Em política eu já vi de tudo e não duvido de nada, mas neste caso e na atual conjuntura, para um apoio majoritário a chance seria zero. Nosso candidato a Governador já está decidido e será Belivaldo Chagas. E um senador será Jackson Barreto, isto já é fato consumado, não se discute mais.



BM- Recentemente foi ventilada a possibilidade de o senhor deixar o PMDB. Existe essa possibilidade? O senhor está satisfeito com o seu partido hoje?
FR - Há duas situações que preciso deixar claro. Sim, fui convidado por dois partidos a mudar de legenda, mas não tenho nenhum motivo para deixar o PMDB. Até por que o próprio Jackson Barreto já reiterou seu apoio publicamente a mim, que votará novamente como na última eleição. Então, tenho motivos para ficar no PMDB.

 

BM - Recentemente o senhor fez cobranças ao governador Jackson Barreto. Está tudo bem na relação política entre vocês, há alguma rusga?
FR - Está tão bem que na mesma semana o Governador já autorizou a licitação de uma das obras que solicitamos para região centro-sul, a da rodovia q liga Poço Verde a Tobias Barreto. Faltam as outras, a duplicação da rodovia da entrada de Lagarto e outras mais. Precisa resolver a duplicação da rodovia João Bebe Água, em São Cristóvao,
tem a questão de uma indústria para gerar emprego lá também. O prefeito Marcos já está disponibilizando a área e o governo deve ajudar a levar indústria em bem pouco tempo. As cobranças são naturais e de aliado. Não posso cobrar isso da oposição, né?


BM- Como o senhor tem avaliado o governo de Jackson? Quais seriam os principais problemas?
FR - Daria uma nota 7,00 ao governo, como um todo. Com as dificuldades pelas quais o país passa, tem sido um governo bom para o povo sergipano. Os maiores problemas deles são os auxiliares, que não incorporam o espírito de grupo e não abraçam o projeto do governo. O que o governador e seu vice Belivaldo fazem para melhorar, eles desfazem e queimam o governo. Alguns secretários queimam o governo.



BM- O PMDB terá mesmo candidato ao Governo, em 2018? Belivaldo Chagas é o único nome ou existem outros?
FR – O PMDB já tem nome e candidato: Belivaldo Chagas. No momento oportuno isso será dito oficialmente pelo governador JB.



BM - Estando filiado ao PMDB, partido do presidente, o senhor tem conseguido trazer recursos para o estado? Tem liberado emendas?
FR - Eu já consegui mais de R$ 116 milhões para todo o estado de Sergipe, em quase todas as áreas. Mas Saúde, Educação e Esporte têm sido a minha prioridade.

 

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